A conclusão do inquérito sobre a morte de Jadna Custódia Ferreira Vieira trouxe novos elementos que reforçam a tese de que o crime foi planejado com antecedência. Em coletiva realizada nesta sexta-feira, a Polícia Civil revelou que o homem apontado como executor acompanhou a rotina da vítima por dias antes do ataque e teria contado com o apoio do ex-companheiro dela, identificado como o suposto mandante.
As investigações apontam que Fábio Zago Demétrio, de 58 anos, adotou diferentes estratégias para observar os hábitos de Jadna sem levantar suspeitas. Entre elas, alugou uma residência de onde era possível visualizar a casa da vítima e chegou a visitar o imóvel, que estava à venda, fingindo interesse na negociação.
O ataque aconteceu na manhã de 15 de abril, quando Jadna foi atingida por golpes de faca diante da filha adolescente. Ela permaneceu internada, mas não resistiu aos ferimentos e morreu quatro dias depois. Logo após o crime, o suspeito deixou Araranguá e seguiu para Criciúma, onde câmeras de monitoramento registraram um encontro com o homem apontado pela investigação como responsável por encomendar o assassinato. Os dois acabaram presos.
Segundo a Polícia Civil, o trabalho investigativo reuniu registros de câmeras, monitoramentos e outras provas técnicas que permitiram esclarecer a sequência dos fatos e embasaram o indiciamento dos envolvidos.