Imagine a praticidade de levar vinho em latinha para a praia, dentro do cooler, na quantidade certa, sem ter que abrir uma garrafa de 750ml que talvez não venha a beber toda e na temperatura certinha.
Há quem não veja o produto com bons olhos, mas pessoalmente, como frequente consumidora de vinhos, adorei essa que será a forte tendência gastronômica do verão 2020/21.
É claro que a ideia da indústria do vinho é popularizar o consumo da bebida e vender mais (o que também não é pecado) - no entanto, só vejo vantagens na invenção, haja vista a praticidade de transportar uma latinha de alumínio, e ainda a velocidade de levar a bebida para a correta temperatura de consumo.

Outro ponto a favor da praticidade do produto é a possibilidade de beber direto da lata, o que torna o ritual menos elegante, é óbvio, por isso eu não excluiria o uso da taça, mesmo que de plástico.
Mas e o vinho? É bom? O acondicionamento em lata de alumínio não é ideal para vinhos e espumantes, por isso as latinhas não vão receber bebidas ultra complexas, com necessidade de guarda e sim vinhos leves, jovens e mais fáceis de serem bebidos, daqueles para serem consumidos em diversas ocasiões.
Vinho em lata não é exatamente uma novidade recente. Desde 2004 existem algumas marcas sendo comercializadas pelo mundo por vinícolas da Austrália, EUA, França. No Brasil a Vivant é a primeira marca de vinho enlatado, e na região, mais exatamente em Urussanga na capital do vinho Goethe, já tem vitivinicultor estudando o lançamento da bebida em lata.
