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Saúde

Com três casos importados de dengue, Araranguá vive preocupação de transmissão da doença

O mosquito aedes aegypti, que transmite doenças como dengue, zika vírus, febre chikungunya e febre amarela, já circula em Araranguá há alguns anos. Porém, no município ainda não há a circulação do vírus e por consequência a transmissão da doença. Porém, de acordo com o coordenador do programa de combate à dengue, Telvio Botelho Caetano Junior, o atual cenário da cidade é preocupante e já no próximo ano poderemos ter a transmissão do vírus.

“Até a data de hoje nós recebemos 26 notificações de casos importados de dengue, sendo 3 casos importados de outros municípios e 23 casos negativos”, afirmou o coordenador. Os casos importados, são de pessoas que trabalham fora de Araranguá ou que realizaram viagens para fora para visitas familiares. Porém, com a presença dos pacientes, a circulação do vírus passa a ser uma preocupação. “Acredito que no ano que vem, o município possa começar a transmissão do vírus”, relata.

Chegada do verão aumenta a preocupação

Com a proximidade do verão, aumenta para o programa a preocupação. Tempo quente, com pancadas de chuva e muitos depósitos de água, podem criar um ambiente propício para que o mosquito possa se proliferar. “A gente acaba ficando mais na parte do verão, por ser um ambiente mais quente, com mais chuva e com bastante deposito, precisamos ficar mais ligados nos pátios, nas beiras de estradas, com descarte de pneu”, esclareceu Junior.

Ainda de acordo com o coordenador, no mês de novembro será realizada uma campanha de conscientização. “Em novembro, estaremos fazendo a parte educativa. Final do mês de novembro é a semana da dengue. Vamos fazer palestras nas escolas, no calçadão e tentaremos fazer uma blitz educativa”, disse.

Programa conta com armadilhas e com monitoramento

Atualmente o programa de combate à dengue de Araranguá tem 250 armadilhas espalhadas pela cidade, desde a Sanga da Toca até o Morro dos Conventos. Essas armadilhas são visitadas a cada 7 dias. Além das armadilhas, 83 pontos estratégicos também são monitorados. Esses pontos estão em borracharias, ferro velhos e residências de acumuladores, que são visitadas quinzenalmente. Quando uma larva é identificada em um desses pontos, a coleta é feita para análise laboratorial e a partir do resultado as medidas são tomadas. Em 2022, já são 43 focos do mosquito identificados em Araranguá, sendo que o bairro Mato Alto é considerado como local infestado pelo mosquito.

Fonte: Assessoria de Comunicação 

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