A Câmara de Vereadores de Araranguá recebeu, durante a 64ª sessão, o Capitão de Corveta Francisco José Siqueira Ferreira, delegado da Capitania dos Portos em Laguna, e o empresário Leonardo Copetti Matos, representante da Leko Náutica, para dialogar sobre segurança, regulamentação e o crescimento das atividades de navegação no Rio Araranguá. O espaço de fala foi concedido a partir do Requerimento nº 198/2025, de autoria do vereador Jorge Ghiraldo.
Ghiraldo destacou que o requerimento enfatiza a necessidade de atenção diante do aumento significativo do tráfego de embarcações motorizadas e recreativas durante o verão. Ele falou da importância de ordenar o uso do rio e de reforçar o cumprimento das normas. Segundo o vereador e também delegado, o crescimento do esporte náutico traz benefícios, mas exige responsabilidade. "Tenho percebido exageros de velocidade e condutas de risco, e por isso é essencial orientar a população."
O Capitão de Corveta Francisco Ferreira apresentou a atuação da Delegacia da Capitania dos Portos em Laguna, responsável pela fiscalização de 41 municípios entre Paulo Lopes e Passo de Torres. Ressaltou que embarcações e motos aquáticas, quando mal operadas, oferecem risco concreto à vida. Relatou experiências profissionais que evidenciam a gravidade de acidentes envolvendo embarcações e enfatizou que a segurança deve ser prioridade para todos os navegadores. O representante da Marinha explicou os requisitos legais para documentação das embarcações, habilitação dos condutores e necessidade de seguro obrigatório, vigente desde junho de 2024. Reforçou que embarcações com motor devem ser inscritas e seus condutores devem possuir habilitação específica. Destacou também a presença frequente de equipes de fiscalização na região sul do estado, intensificada na temporada.
O empresário Leonardo Copetti Matos, proprietário da Leko Náutica, apresentou a atuação da marina instalada às margens do Rio Araranguá, responsável por atividades de ensino náutico, orientação a navegadores e apoio a eventos esportivos e turísticos. Ele destacou que a empresa é pioneira no município e trabalha em constante alinhamento com as normas da Marinha, onde todos os usuários são orientados sobre documentação, condições das embarcações e equipamentos de segurança.
A questão da erosão das margens do Rio Araranguá foi abordada pelo representante da Leko Náutica, que explicou que fatores naturais, como ventos prolongados e enchentes, geram impactos maiores do que as ondas produzidas por embarcações, bem como a retirada irregular de vegetação agrava o desmoronamento.