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Política

Os bastidores do acordo entre PSD e PP

A divulgação da possível candidatura do empresário araranguaense Guilherme May a deputado estadual, pelo PSD, fez vazar uma informação para lá de confidencial envolvendo os bastidores da política no Sul do Estado. Tal informação dá conta que o PSD de nossa região não estaria autorizado a lançar candidato à Assembleia Legislativa, por conta de um acordo feito entre os deputados estaduais Julio Garcia (PSD) e José Milton Scheffer (PP). Pelo acordo, o PSD se absteria de lançar candidato a deputado estadual pela região da Amesc, ao passo que o Progressistas de nossa região ficaria no compromisso de apoiar a candidatura do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), ao Governo do Estado.

Em princípio, nada de mais, afinal de contas a política vive de entrelaços como este, não fosse por um detalhe: o Progressistas ainda não se posicionou oficialmente em relação ao pleito eleitoral do ano que vem, e poderá, até mesmo, estar na base de apoio do governador Jorginho Mello (PL), diante de seu projeto de reeleição. Se o acordo de fato, for levado adiante, no entanto, mesmo que o Progressista apoie oficialmente Jorginho, em nossa região o partido seria estimulado a trabalhar para João Rodrigues, trazendo a reboque o União Brasil, que é seu companheiro de federação. No pacote, o União de nossa região também não lançaria candidato a deputado estadual.

Conversei com uma fonte ligada diretamente a Julio Garcia e ela confirmou o acordo. Já os líderes do Progressistas não confirmam, nem contrapõem a informação. Os indícios, no entanto, levam a crer que o Progressistas, e muito provavelmente o União Brasil da Amesc, estarão com João Rodrigues ano que vem, independentemente do destino oficial da federação que une as duas legendas.

Zé Milton não será candidato à reeleição, mas sua vaga será ocupada pelo prefeito de Balneário Arroio do Silva, Evandro Scaini (PP), que é bastante ligado a Julio Garcia. Scaini também não tem feito questão de esconder seu apreço por João Rodrigues. No último dia 5 de julho, durante encontro estadual do PSD em Criciúma, sua esposa, Diane Scaini, foi representá-lo no evento. Ele também não tem buscado se aproximar de Jorginho Mello politicamente. Já no que diz respeito a Zé Milton, por questões políticas municipais, em suas bases de apoio, o ideal é que o futuro governador não fosse Jorginho Mello.

Finais

Segundo pesquisa Genial/Quaest, divulgada ontem, 51% dos deputados federais do país acreditam que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deveria abrir mão, definitivamente, de uma candidatura ao Palácio do Planalto ano que vem. Apesar de estar inelegível até 2030, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, o ex-presidente mantém o discurso de que vai disputar o próximo pleito. Por conta disto, ele também não aponta quem eventualmente receberá seu apoio para disputar à Presidência. A pesquisa também mostra que 23% dos deputados federais apoiam a ideia de Bolsonaro seguir como candidato. Quando este questionamento é feito apenas aos deputados de oposição, esse percentual sobe para 49%. Ainda assim, 47% dos deputados que fazem oposição ao governo do presidente Lula da Silva (PT) acreditam que seria melhor Bolsonaro desistir de concorrer à Presidência em 2026. Entre os deputados independentes, que ainda não se posicionaram claramente nem a favor nem contra o governo, 65% também acredita que Bolsonaro deveria se retirar do processo, indicando outro nome para concorrer ao comando do Governo Federal.

Na Câmara Federal, a percepção é de que Bolsonaro não será o principal adversário de Lula na disputa do ano que vem. Apenas 13% acreditam nisso. Por outro lado, o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é apontado por 49% dos deputados como o melhor candidato para enfrentar o projeto de reeleição do presidente Lula. Entre os deputados da oposição, 56% apostam que Tarcísio será o nome na corrida sucessória, acreditando que ele tem reais chances de vitória. Nomes como Michele Bolsonaro (PL), Eduardo Bolsonaro (PL), Ratinho Júnior (PSD) e Ronaldo Caiado (União) figuram com percentuais que variam de 1% a 3% como os preferidos dos deputados federais para enfrentar Lula. Já do lado do governo, 68% dos parlamentares acreditam que Lula estará na linha de frente do pleito. A maioria dos que acreditam em uma nova candidatura de Lula está entre os deputados de situação. Pela média, os deputados federais estão apostando que a eleição presidencial de 2026 será marcada por um embate entre o presidente Lula e o governador Tarcísio de Freitas.

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