Pesquisa Ipec, que coloca o ex-presidente Lula da Silva (PT) com 44% das intenções de voto, contra 32% do presidente Jair Bolsonaro (PL), não pode ser avaliada meramente por seus algarismos. A pesquisa, que ouviu 2.000 pessoas entre os dias 12 e 14 de agosto em 130 municípios, também apontou que Ciro Gomes (PDT) tem 6% das intenções de voto, Simone Tebet (MDB) tem 2% e Vera Lúcia (PSTU) tem 1%. No levantamento, 8% disseram que vão votar em branco ou anular o voto, e 7% disseram que não sabem em quem votar, ou não responderam. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa Ipec foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03980/2022, com a TV Globo sendo sua contratante.
Afora a questão da margem de erro, que pode diminuir a diferença entre Lula e Bolsonaro para apenas 8%, há de se relevar que o atual presidente vem crescendo em seus números, enquanto o ex-presidente parece ter chego a seu teto eleitoral. Esse, no entanto, nem é o maior problema é Lula. Seu grande Calcanhar de Aquiles diz respeito a sua base eleitoral, fracamente derivada daqueles segmentos da sociedade menos aquinhoados. A maior parte dos eleitores de Lula estão nas regiões mais pobres do país. Também são eleitores mais jovens, com renda inferior à média do país, e também com menor grau de instrução. Na via inversa, a maioria dos eleitores de Bolsonaro derivam das regiões mais ricas, não são tão jovens, ganham mais e têm maior grau de instrução.
Em princípio, a máquina motriz de Bolsonaro parece ser maior do que a de Lula. Nas redes sociais, por exemplo, o atual presidente deverá ter infinitamente mais gente trabalhando por sua reeleição, do que pessoas dedicadas a defender o projeto de Lula da Silva. Trata-se de apenas um exemplo, dentre tantos outros que pautam situações como esta. De fato, Lula tem mais chances, mas é ele quem tem mais a perder.
Vice de Jorge Boeira é substituído
Chapa encabeçada pelo ex-deputado federal Jorge Boeira (PDT) não terá mais o ex-deputado estadual Dalmo Claro de Oliveira (PDT) como candidato a vice. Ele foi substituído pelo advogado Adilson Buzzi (PDT), que foi candidato a vice-prefeito de Joinville em 2020. Dalmo alegou incompatibilidade entre suas atividades profissionais e a campanha com vistas ao governo estadual. Em princípio, isto não interfere diretamente na candidatura de Boeira, já que Dalmo e Adilson se equivalem em peso político na região Norte do Estado, onde ambos têm base eleitoral. Ainda no que diz respeito à alterações na majoritária deste ano, expectativa agora é para saber se o TRE irá referendar, ou não, a candidatura do defensor público Ralf Zimmer (Pros) ao governo catarinense. Seu partido realizou duas convenções estaduais. Uma homologando seu nome ao governo, e outra indicando apoio ao projeto de reeleição do governador Carlos Moisés da Silva (Rep). Cabe a Justiça Eleitoral decidir sobre o tema.
Jonatã Coelho diz estar focado na candidatura de Moisés e Esmeraldino
Integrante da coordenação da campanha à reeleição Carlos Moisés da Silva (Rep) em nossa região, vice-prefeito de Balneário Gaivota, Jonatã Coelho dos Santos (Rep), diz que clima eleitoral “está extremamente favorável ao projeto de um segundo mandato para o governador”. Conforme Jonatã, “não há resistência ao nome de Carlos Moisés”. Ele observa que mesmo aqueles que não se dizem eleitores do governador o respeitam “pela enorme quantidade de obras e ações realizadas na região da Amesc”. No que diz respeito a chapa proporcional, o vice-prefeito diz que está cem por cento fechado com a candidatura de Lucas Esmeraldino (Rep) a deputado federal, e que irá trabalhar para todos os candidatos a estadual que fazem parte da base de apoio da gestão municipal. Conforme Jonatã, “Balneário Gaivota saberá retribuir a altura nas urnas tudo o que o governador fez pelo município”. O vice nutre a expectativa que Carlos Moisés faça cerca de 50% dos votos dos gaivotenses no primeiro turno.