Candidato ao Governo do Estado pelo União Brasil, ex-prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, estará em Sombrio na próxima sexta-feira, 26, para participar de um encontro regional de sua coligação. Além dele, também participarão do evento seu candidato a vice, Eron Giordani (PSD), e o candidato ao Senado Federal, Raimundo Colombo (PSD). De acordo com o coordenador regional do União Brasil, Teco Silvério, o encontro objetiva reunir filiados e simpatizantes de seu partido, como também do PSD e do Patriotas, legendas que estão irmanadas no objetivo de eleger Loureiro governador. O evento acontece no Parque das Águas, no bairro Guarita, a partir das 12h30. Gean é o primeiro candidato ao governo a vir em nossa região depois que as candidaturas foram oficializadas.
Novo debate foi mais acalorado
Debate com oito, dos dez candidatos ao governo catarinense, transmitido ontem para nossa região pela Rádio 93FM, começou, definitivamente, a dar o tom da campanha eleitoral deste ano. Ele foi organizado pela Acaert, que é a Associação Catarinense das Emissoras de Rádio e Televisão.
O debate deixou bastante evidenciado que, daqui para frente, o governador Carlos Moisés da Silva (Rep) não deverá ter vida fácil durante a campanha eleitoral. Tudo aquilo que ainda não havia sido exposto por seus adversários, em relação a sua gestão, começou a ser espalhado aos quatro ventos. O principal algoz de Carlos Moisés foi o defensor público Ralf Zimmer, candidato ao governo pelo Pros. Mas Carlos Moisés também sofreu alfinetadas de Gean Loureiro (União), Jorginho Mello (PL), Odair Tramontin (Novo), Décio Lima (PT) e Esperidião Amin (PP). Foi preservado apenas por Jorge Boeira (PDT), que se mostrou o mais diplomático entre todos os debatedores.
O governador, no entanto, conseguiu se sair bem de todas as investidas, até porque não foi trazido para o debate nada do que já não seja sabido do grande público, a exemplo do escândalo dos respiradores. Carlos Moisés chegou a ser inquirido a se posicionar em relação a seu voto para a Presidência da República, e, meio que engolindo em seco, disse que seu partido está alinhado com o projeto de reeleição de Jair Bolsonaro (PL).
Ralf Zimmer foi quem protagonizou as maiores polêmicas, trazendo, até mesmo, questões de cunho pessoal de Gean Loureiro para o grande público. Uma situação que foge totalmente aos paradigmas da política catarinense, mas que foi bastante explorado pelo candidato do Pros.
Jorginho e Amin novamente reivindicaram, através de suas falas, a paternidade da campanha de Bolsonaro em Santa Catarina. Observou-se uma preocupação bastante evidente, de ambos, de se manterem ligados ao movimento bolsonarista. Na via inversa, Décio Lima passou boa parte do tempo falado bem do ex-presidente Lula da Silva (PT), ao invés de se preocupar com sua própria campanha em nível estadual. O petista mantém a estratégia de tentar vincular diretamente o eleitor de Lula a sua campanha estadual.
Jorge Boeira, por sua vez, começou a engrenar sua narrativa, que está fortemente ligada a questão educacional. Como, aparentemente, não oferece perigo aos demais adversários, estes o estão apoiando em seus ideais ligados a educação. Com isto, tem conseguido multiplicar seus pontos de vista a respeito do tema durante os debates que tem participado.
Em linhas gerais, ainda se trata de um cenário bastante tumultuado, com os candidatos mais preocupados em colocar seus adversários em situações constrangedoras, do que em fazer proposições. Ainda há uma grande dificuldade em se apresentar um plano de governo, ou mesmo metas a serem cumpridas nas principais esferas do poder público estadual. Isto, de certa forma, acaba frustrando o eleitor, que, afinal de contas, quer saber o que será efetivamente feito, caso fulano ou beltrano seja eleito.
MDB enfrenta obstáculo para emplacar Sopelsa no governo
MDB continua esperando movimento do governador Carlos Moisés da Silva (Rep) que possibilite ao presidente da Assembleia Legislativa, Moacir Sopelsa (MDB), assumir o Governo do Estado por pelo menos alguns meses, até que se finde a campanha eleitoral deste ano. Esta possibilidade foi ventilada quando das investidas de Moisés para que o MDB aceitasse ser seu vice. Por ora, no entanto, o governador não promoveu nenhuma ação neste sentido, sob o argumento de que a vice-governadora Daniela Reinehr (PL) não estaria disposta a se licenciar também, para possibilitar que Sopelsa comande Estado. Daniela, no entanto, é candidata a deputada federal, e, caso assuma o governo, fica inelegível. Caso ela decline de sua candidatura, e assuma no lugar de Carlos Moisés, de fato, o coreto do governador poderia balançar durante a campanha.