Deputado federal Darci de Matos (PSD) visitou várias lideranças políticas da região ontem, e também manteve contato com a imprensa. Ele foi ciceroneado pelo prefeito de Meleiro, Eder Mattos, que, ainda que filiado ao PL, está trabalhando pelo projeto de reeleição do parlamentar. De acordo com ambos, a amizade que os une há anos é maior que as questões de cunho partidário. Afora isto, Eder também ressalta que tem compromisso político com Darci por conta da destinação de importantes emendas para seu município, especialmente para a área da educação. Entre os apoiadores de Darci em nossa região estão o ex-vice-prefeito de Sombrio, Jair de Souza Cândido, o Pingo, e Jussara Matos, que disputou a Câmara de Vereadores de Balneário Gaivota em 2020. No cômputo geral, cerca de 50 lideranças da Amesc estão trabalhando pela reeleição do deputado.
Porquê Carlos Moisés só tem 23%?
Em que pese a multiplicidade de candidaturas ao Governo do Estado, neste ano, em Santa Catarina, não há como negar que se esperava mais do governador Carlos Moisés da Silva (Rep) em uma primeira pesquisa eleitoral, como a que foi divulgada pelo IPEC, ex-Ibope, nesta semana. Mesmo com o MDB como seu vice, e com dezenas de prefeitos e vices do Progressistas e do PSDB o apoiando, o governador aparece apenas com 23% das intenções de votos.
Há várias explicações para este percentual tão baixo. O primeiro, sem dúvidas, é a falta de alinhamento de Carlos Moisés com o presidente Jair Bolsonaro (PL), em um Estado francamente bolsonarista. Vale lembrar que o governador se elegeu por meio da famosa onda Bolsonaro, de 2018, ultrapassando os 70% dos votos no segundo turno daquela eleição. Todavia, ao invés de se manter alinhado ao pensamento bolsonarista, adotando a narrativa do presidente, Carlos Moisés convergiu para o discurso social-democrata. Não à toa MDB, PSDB e PSD se aproximaram dele com relativa facilidade, e até mesmo o PT o ajudou a ser salvo de dois processos de cassação. No entanto, na medida em que se afastava de Bolsonaro, Carlos Moisés decrescia em prestígio junto aos catarinenses.
O segundo motivo que culminou com esta letargia percentual em sua campanha diz respeito a falta de unidade do MDB, seu principal aliado. Ao não aceitar o ex-prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli (MDB), como seu candidato a vice, Carlos Moisés jogou fora a ala do MDB identificada com o pensamento conservador, que migrou, em maioria, para as candidaturas de Jorginho Mello (PL), Gean Loureiro (União), e até mesmo de Esperidião Amin (PP). Tanto a primeira, quanto a segunda ação, limitaram de forma demasiada a área de atuação de Carlos Moisés, que passou a jogar no mesmo campo em que já estão candidatos como Gean Loureiro (União), Décio Lima (PT) e Jorge Boeira (PDT).
Na prática, Carlos Moisés trocou o eleitorado conservador e liberal, pelo eleitorado social-democrata, e passou a apostar em uma campanha vinculada ao discurso desenvolvimentista, pautado em ações realizadas por sua gestão junto a apoiadores que foram unificados através de uma verdadeira colcha de retalhos. Em linhas gerais, o governador trocou torcedores por simpatizantes.
Sempre é bom lembrar que política é uma ciência, e uma arte social. Como tal, qualquer caminho que esteja traçado pode ser realinhado. Para Moisés, as duas ações mais óbvias para melhorar o seu cenário são o realinhamento com o pensamento bolsonarista e a unificação do MDB em torno de si.
A pesquisa IPEC que aponta Carlos Moisés com 23% foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número SC-01218/2022 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02226/2022, sob a contratação NSC Comunicações. Nela foram entrevistados 800 eleitores, em 39 municípios catarinenses, entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.
Candidata à Assembleia, Andressa Ribeiro diz votar em Bolsonaro é fundamental
Candidata a deputada estadual pelo PL de nossa região, advogada Andressa Ribeiro, de Araranguá, diz estar empolgada com os primeiros dias de campanha oficial. “É muito bom falar abertamente sobre nossos propósitos nesta caminhada. A pré-campanha era muito amarrada. Agora não. É muito bom poder pedir voto para mim, para o Jorginho Mello (PL) ao governo e para o presidente Bolsonaro (PL) em seu projeto de reeleição”, comenta a candidata. Andressa demonstra estar profundamente ligada ao movimento bolsonarista, por vezes ressaltando mais a figura do presidente Jair Bolsonaro do que seu próprio projeto à Assembleia Legislativa. “É claro que eu quero me eleger, mas para mudarmos o Brasil de fato precisamos reeleger nosso presidente. O Brasil não pode voltar ao caos e a falta de perspectiva diante de seu próprio futuro”, comenta Andressa.