Presidente Jair Bolsonaro agendou sua filiação ao PL para o próximo dia 22. A decisão quanto a seu futuro partidário foi adiantada em pelo menos três meses, já que os articuladores do presidente temiam que partidos de centro, como é o caso do PL, migrassem para o projeto do ex-juiz federal Sérgio Moro, que nesta semana se filiou ao Podemos, objetivando disputar o Palácio do Planalto.
O ingresso de Bolsonaro no PL irá reconfigurar o cenário político no Estado, e muito pontualmente no Sul catarinense. Em nível estadual, de imediato o senador Jorginho Mello, pré-candidato ao governo, passa a ser um dos nomes cotados para estar no segundo turno da eleição do ano que vem. A filiação de Bolsonaro ao PL também faz com que aumente, de forma significativa, a possibilidade do empresário Luciano Hang, dono das Lojas Havan, se filiar ao partido para disputar o Senado Federal.
No Sul do Estado o PL deverá receber a filiação do deputado federal criciumense Daniel Freitas, o que deve ser uma pá de cal na candidatura de Valmir Comim, do Progressistas, a deputado federal pela região carbonífera ano que vem. A filiação de Daniel também deverá fazer o PL de nossa região repensar a pré-candidatura do araranguaense Igor Batista Gomes à Câmara Federal, até mesmo para preservá-lo. É natural que a maioria absoluta dos líderes do PL de nossa região convirjam para o nome de Daniel Freitas, o que poderia deixar Igor à deriva. Trata-se de um nome com potencial local, em Araranguá, e que não deve ser queimado, por conta de pleitos vindouros.
O PTB também pode sofrer uma perda antes mesmo da conquista. É que o deputado estadual Jessé Lopes, de Forquilhinha, já estava de mala e cuia para ingressar no ninho petebista. Agora, no entanto, ele deverá migrar para o PL, para acompanhar o presidente Bolsonaro.
Prefeito de Meleiro, do PL, diz que Bolsonaro será divisor de águas
Único prefeito do PL em nossa região, Eder Mattos, de Meleiro, diz que ingresso do presidente Jair Bolsonaro em seu partido será um divisor de águas para a legenda. Conforme o prefeito, o PL será objeto de um crescimento exponencial, tanto em Santa Catarina, quanto em nível nacional, a partir de agora. Eder já foi candidato a deputado estadual pela sigla, num período em que o partido ainda tentava se solidificar no Estado. “Aquela semente que plantamos está dando seus frutos, graças ao trabalho de todos nós da base, como também do senador Jorginho Mello, que ajudou a construir a vinda do presidente Bolsonaro para o partido”, comenta o prefeito.
União Brasil quer aliança com PSD, Podemos, PSC e Republicanos
Coordenador regional do União Brasil (DEM/PSL), empresário sombrienese Teco Silvério, diz que encontro estadual da legenda, realizado nesta semana em Florianópolis, deixou claro em qual grupo político seu partido estará nas eleições estaduais do ano que vem. O encontro contou com a presença de líderes do PSD, do Podemos, do PSC e do Republicanos. “Este grupo está bem consolidado e dificilmente disputará a eleição de 2022 separado em Santa Catarina. O que queremos é agregar mais legendas a este projeto, para que a viabilidade eleitoral se torne cada vez maior”, comenta Teco. Em princípio, o candidato ao governo do grupo é o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro.
Cada vez mais está sobrando apenas o Progressistas para Carlos Moisés
A presença de líderes do Republicanos no encontro promovido pelo União Brasil coloca uma dúzia de pulgas atrás das orelhas do governador Carlos Moisés da Silva, que vem flertando com o partido, vislumbrando uma possível filiação à legenda, para disputar a reeleição ano que vem. Em recente encontro promovido com a cúpula do partido, em Brasília, Carlos Moisés se deparou com um clima extremamente frio por parte da sigla. Representantes do Republicanos chegaram a dizer que a eleição de governadores não era uma prioridade. A grande verdade é que o único partido, com alguma expressão, que faz algum gosto da filiação do governador, é o Progressistas.
Região poderá ter três candidatos a estadual do mesmo grupo
O fato do Republicanos, possivelmente, integrar um grupo político no Estado que conte ainda com o União Brasil, Podemos, PSC e PSD, pode criar um gargalo e tanto em nossa região. É que o advogado araranguaense Ricardo Ghellere deverá concorrer à Assembleia Legislativa pelo União Brasil. O ex-vereador de Araranguá, Marco Antônio Mota, que está filiado ao Republicanos, também é pré-candidato a deputado estadual. Afora isto, há ainda a pré-candidatura, igualmente a estadual, da coordenadora regional do PSD, Gisla Scaini, de Balneário Arroio do Silva. Se os três projetos forem levados adiante, o mesmo grupo político teria três candidatos à Assembleia por nossa região.