Candidato ao Governo do Estado pelo PDT, ex-deputado federal Jorge Boeira passará o dia em nossa região. Os principais compromissos estão agendados para Araranguá, onde ele manterá contato com a imprensa, com líderes regionais de seu partido, e com populares.
Boeira já foi deputado federal em quatro ocasiões, entre 2003 e 2019. No pleito de 2018 tentou emplacar na majoritária pelo Progressistas, partido em que era filiado. Na ocasião se dispôs a ser candidato a senador, a vice e até a governador, mas o projeto foi obstruído, o que, de certo modo, contribuiu para que o então parlamentar deixasse o partido.
Para o pleito deste ano, Jorge Boeira vinha construindo um projeto majoritário via PSB, a convite do presidente do partido, o ex-deputado federal Cláudio Vignatti. Um desentendimento entre o senador Dário Berger e a cúpula do MDB, no entanto, acabou mudando o projeto de Boeira. É que Dário deixou o MDB e se filiou ao PSB, por onde se elegeu em 2014, buscando também vaga majoritária pela Frente Democrática, grupo que até então reunia a maioria dos partidos de esquerda do Estado. Sem espaço, Boeira nem chegou a se filiar no PSB, e se aproximou do PDT, legenda na qual, por fim, ingressou.
O projeto de Jorge Boeira é ousado, pois, como se sabe, nem de longe o PDT de hoje é o de vinte ou trinta anos atrás, emoldurado pela lendária figura de Leonel Brizola. Todavia, a legenda tem tudo para se sair bem nas urnas neste ano, puxada, principalmente, pela figura do presidenciável Ciro Gomes, que vem sendo elencado como uma alternativa a dualidade entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula da Silva (PT). Ciro não vencerá, mas convencerá.
Por óbvio que o projeto de Boeira no PDT não se resume a eleição deste ano. Se vencer, muito melhor. Todavia, ainda que não conquiste o governo se solidificará como a maior liderança do PDT no Estado. Vale lembrar que o presidente estadual da legenda, Manoel Dias, ressaltou que este será seu último pleito eleitoral à frente dos trabalhos do PDT. Aos 84 anos, o braço direito do brizolismo no Sul do país quer passar o bastão para um sucessor e Boeira tem tudo para ser aquele que receberá o PDT para comandá-lo.
Moacir Sopelsa deve assumir governo no sábado
Em princípio, está tudo acertado para que o presidente da Assembleia Legislativa, Moacir Sopelsa (MDB), assuma interinamente o Governo do Estado, no próximo sábado, dia 3, enquanto o governador Carlos Moisés da Silva (Rep) estiver em campanha para a reeleição. De acordo com a Constituição Estadual, quem deveria assumir é a vice-governadora, Daniela Reinehr (PL), mas ela é candidata a deputada federal. Por conta disto, caso assuma, mesmo que por um dia, se torna inelegível. Numa espécie de acordo em meio a uma cortina de fumaça, Moisés saí, Sopelsa entra, e Daniela fará de conta que o assunto não é com ela. Vale lembrar que a vice, nesta eleição, é aliada do senador Jorginho Mello (PL), que também postula o governo catarinense. Caso Daniela acene com a possibilidade de abandonar sua campanha e assumir o governo, Carlos Moisés simplesmente voltará ao comando do Estado no outro dia.
Coordenador regional do PL diz que campanha está crescendo
Coordenador regional do PL, André Fernandes, diz que “campanha de Jorginho Mello (PL) ao Governo do Estado tem crescido muito nos últimos dias”. De acordo com ele, “o alinhamento com o presidente Jair Bolsonaro (PL), aliado ao histórico do candidato em nível estadual, tem contribuído muito para este cenário”. Conforme André, “esta densidade também é sentida nas demais candidaturas do PL”. Pessoalmente, o coordenador diz que está empenhado, de forma pontual, nos projetos de candidatura de Bolsonaro, Jorginho e de Jorge Seif (PL), ao Senado, “e trabalhando para todos os candidatos a estadual e a federal do PL”. Em nossa região, no que diz respeito às candidaturas proporcionais, os líderes do PL têm trabalhando preferencialmente para Daniel Freitas, Júlia Zanatta e Jorge Goetten à federal, e Andressa Ribeiro, Alex Wehrle, Jessé Lopes e Estêner Soratto a estadual.