Você já parou pra pensar que fim levam suas roupas? Você doa? Vende? E depois? Você se sente responsável até o ponto de se desfazer dela no seu armário, para depois adquirir outras, e o ciclo continua.
A Zara, maior rede de fast fashion (moda rápida), lançou seu e-commerce no Brasil no dia 20 do último mês, dados de 2017 afirmam pela empresa ser responsável por 1,5 bilhão de itens novos de roupa por ano, e certamente este número já cresceu. Atualmente a rede possui 57 lojas no Brasil e mais de 2 mil lojas no mundo inteiro.
Há cada 13 dias saem coleções novas nas lojas, é um sistema de alta rotatividade impressionante. E por quê? Porque estamos engajados a contribuir com o mercado e comprar. Ela instiga, gera desejo, ouso dizer que através dela nos expressamos, mas o problema não está exatamente na compra, e sim na forma desenfreada que adquirimos produtos novos e os descartamos sem consciência do acumulo de roupa jogada fora no mundo desnecessariamente.
Cem mil toneladas de roupas doadas por países desenvolvidos são vendidas para índia todos os anos para serem transformadas em cobertores de baixa qualidade. Todo o trabalho é feito por mulheres e quase todo de forma manual. Essa indústria faz parte de um “mundo” o qual poucos ocidentais sabem a respeito.
O documentário Unravel conta essa história, que faz colocar em perspectiva o ritmo do consumo de moda e o descarte das roupas “a água no ocidente deve ser muito cara, então as pessoas não lavam as roupas, elas simplesmente jogam fora.’’