De 14 a 25 de maio acontece a maratona do Festival de Cannes 2019. A atriz mais jovem da história do evento, Elle Fanning, compõe o júri ao lado de renomados diretores da sétima arte, que selecionam e premiam o melhor do cinema mundial.
É claro que não podemos deixar de falar de moda, quando se tem 12 dias seguidos de tapete vermelho com a Riviera Francesa como Plano de Fundo.
Para Vogue, não há nada que Elle não consiga fazer funcionar em perfeita parceria com sua stylist Samantha McMillen. De fato, todos os looks têm sido impecáveis, não fosse o vestido Prada anos 50 que fez Elle desmaiar durante o júri na última segunda-feira (20).
Fanning passou mal e caiu da cadeira após desmaiar em meio ao evento e logo foi socorrida. Ela usou o seu instagram para explicar o ocorrido com a legenda “Ops, tive um desmaio hoje com meu vestido de baile de formatura Prada da década de 50, mas está tudo bem! Vestido apertado demais” O vestido se tratava de um sample size, ou seja, uma peça piloto vintage direto da passarela da Prada nos anos 50.

A pressão estética na moda é cruel, nós sabemos, e esse post vem como um apelo – as pessoas não devem entrar nas roupas, as roupas devem entrar nas pessoas.
Até quando vamos comprar uma peça de roupa tamanho menor e dizer “vou emagrecer para usar”, ou passar horas sem comer para entrar dentro de um vestido para uma ocasião que deveria ser especial? São fatos “normais” que muito acontecem e estão a nossa volta, mas eu ouso dizer, que isso não é normal.
Não culpemos Elle Fanning. A culpa está na indústria por trás da moda que é feita por pessoas, e pessoas podem e devem ir contra regimes que não lhe fazem bem em nada. É um discurso enraizado que fortalece o mal estar da mulher durante décadas para entrar em padrões na maioria das vezes inalcançáveis. Ao contrário do vestido Prada vintage, não estamos na década de 50.