No Km 35 da BR-101, território gaúcho de Três Cachoeira, já é possível ver obras de instalação da nova praça de pedágio. É aquela inicialmente prevista para ficar no território catarinense, embora seja contrapartida ao trecho do Rio Grande do Sul. Lembram que houve reação dos sul-catarinenses e a praça foi transferida para trecho do RS. Primeiro ela foi projetada entre os Km 28 e 30, mas neste caso afetaria a comunidade de Fernando Ferrari pertencente a Três Cachoeiras. De novo houve mudança. Desta vez passou para o Km 35 onde a construção começou semana passada. Em breve devem ser iniciadas as obras da praça de São João do Sul, próximo de Passo de Torres.
Aqui não vale
Situação idêntica à registrada no Rio Grande do Sul, onde alteraram o local da praça porque ela faria a separação de um distrito da sua sede de município, ocorre em Araranguá. É que o pedágio previsto para ser construído entre Araranguá e Maracajá, afeta diretamente usuários do distrito de Hercílio Luz, que para acessar a sua sede terão que pagar pedágio.
Nem ai
Diferente do que ocorreu em Três Cachoeiras, onde a ANTT cedeu pressão dos gaúchos, em Santa Catarina o órgão parece indiferente. Em resposta à reclamação argumentam que a prefeitura deve criar uma alternativa para aquela comunidade acessar a sede do município. Sugerem a construção de uma ponte na barra do rio Araranguá. Acontece que esta ponte está avaliada em R$ 25 milhões.
Articulado
O PSL surgiu de repente na onda Bolsonaro e hoje comanda o Estado de Santa Catarina. O discurso de partido diferente já caiu por terra. O governador Carlos Moisés que se dizia contrário à reeleição é hoje um dos mais articulados para garantir a sua reeleição em 2022. Para isso estrutura o partido no maior número de município catarinenses. No extremo sul cidades como Araranguá e Sombrio são estratégicos.
Duas na Amrec
Nas cidades de Criciúma e Içara o PSL já tem nomes cotados para ser serem candidatos a prefeito. O deputado Daniel Freitas trata do assunto com o governador sexta-feira. Entre hoje e amanhã ele pretende conversar com o presidente Jair Bolsonaro a respeito. Já em Içara o candidato do PSL pode ser o empresário Anselmo Freitas, que segue sem filiação.
Nome novo
Anselmo Freitas é empresário do setor de descartáveis e foi um dos principais apoiadores da candidatura de Daniel Freitas. Ele é cotado ainda para ser candidato a vice de Clésio Salvaro em Criciúma. Neste caso ele entraria no PSD a convite do deputado estadual Júlio Garcia.
Tempos de guerra
Em Criciúma o prefeito Clésio Salvaro começou o contra-ataque ao que considera ser o movimento de oposição para afetá-lo. Este movimento, segundo ele, é liderado pelo vereador Júlio Kaminski (PSDB), mesmo partido do prefeito. Já na semana passada o vereador saiu nos veículos de comunicação anunciando que a Comissão de Investigação instalada na Câmara Municipal tem subsídios de sobra cassá-lo. Alegam improbidade administrativa, por ter o prefeito “pedalado” repasses dos valores devidos ao sistema de previdência dos servidores, embora houvesse dinheiro no caixa. Salvaro diz que esta é uma prática comum dos gestores e que Kaminski ataca politicamente.
Exército
Uma reunião feita com pequenos grupos de vereadores, ontem, começou a definir estratégias que o prefeito Clésio Salvaro vai usar para enfrentar a sua oposição na Comissão de Investigação. Até então os aliados estavam calados.
Na trincheira
Júlio Kaminski (PSDB) é vereador da bancada do prefeito, mas já nas eleições para deputado apoiou o agora deputado federal Daniel Freitas (PSL). Mesmo assim não sofreu nenhuma penalização. Freitas agora deve ser adversário de Salvaro.
Texto: Joâo Paulo Messer