Antes dizia-se que bastava ser “preto”, “pobre” ou “prostitua” para ser suspeito. Agora “político” virou sinônimo de suspeito. Sem que isso seja defesa específica de ambos, recentemente dois novos políticos entraram para a lista dos “condenados” pela opinião pública: Gean Loureiro e Júlio Garcia. No caso do segundo uma busca e apreensão, no do primeiro uma curiosa detenção que às manchetes virou prisão e às redes sociais condenação. Partindo do que que acontece nesta última ação pode-se incluir um quinto “P”, o da “Polícia”. Afinal entre os presos há mais policiais do que políticos, mas a repercussão recai sobre a classe política. Claro, tudo isso é consequência do grande número de políticos líderes de quadrilhas. Quando se pertence a uma classe destas é muito mais difícil mostrar-se diferente. Sendo assim, ainda vamos ver muitos políticos na linha de tiro da Justiça.
Chamuscou
Mesmo sem ter sido investigada ou alvo de qualquer ação a ex-Secretária de Ação Social e ex-vereadora de Criciúma, Romanna Remor entrou na lista de respingados pela Operação Chabu. Ela passou a quarta-feira procurando a imprensa para apresentar sua reação. Seu nome está na lista de pessoas com quem Gean Loureiro não pode manter contato nos próximos dias.
Gestão de crise
Do episódio envolvendo o prefeito da capital restam algumas conclusões. A primeira é de que nenhum político pode mais dormir tranquilo. A outra é sobre a forma com que ele reagiu. Mal havia sido conduzido a sua assessoria emitiu nota. Mal ele saiu da Polícia Federal ele foi dar entrevista. Encarar o problema logo evita que suposições se alastrem mais rapidamente.
Guerra declarada
Em Criciúma o prefeito Clésio Salvaro está em guerra com o vereador Júlio Kaminski, que curiosamente é do seu partido, o PSDB. Nesta quarta-feira ambos foram para o rádio “se digladiarem”. O prefeito expulsou o vereador do partido pelo rádio. O vereador sugeriu que tem elementos para cassar o prefeito.
Absurdo
Na cidade de Nova Veneza aconteceu o que “na barranca” se chama de “cúmulo do absurdo”. A cidade inaugurou a rua coberta construída com recurso que veio pela Caixa Econômica Federal. Como a administração municipal mandou confeccionar uma placa alusiva, mas os nomes eram de dirigentes da Caixas nos tempos do PT, o governo Bolsonaro mandou demitir geral. Saiu até quem não sabia de nada.
Velha política
O episódio de Nova Veneza nos remete os tempos do coronelismo em que bastava o chefão não simpatizar com o cidadão que lhe mandava cortar a cabeça. Não é só em Brasília que se considera que na Caixa haja muito petista, mas daí a mandar demitir desde o superintendente estadual por uma falha na cidade do interior, onde saiu gerente além de outros três nomes da superintendência é “o cúmulo”.
Cooperativismo
Na sede da Cooperja em Jacinto Machado, nesta semana, 32 associados receberam cotas proporcionais aos investimentos. A cooperativa distribuiu R$ 1 milhão. Este tipo de resultado chama atenção para o fator “cooperativismo”. Vale a pena prestar atenção neste tipo de retorno e modelo de gestão.
Ensino superior
Tem sido flagrante a inserção que a Unesc tem feito na região do Vale do Araranguá. E não se percebe apenas por ações como um encontro da semana passada em Turvo, mas por várias outras. Nesta semana prefeitos da região visitaram o Iparque, que é órgão de pesquisa do órgão. Hoje Araranguá vive a salutar concorrência das instituições de ensino superior.
Entrada
A aproximação da Unesc com as prefeituras da região – consequentemente – com os municípios da Amesc se dá através de um departamento chamado de “Sala dos Municípios”. Os municípios que souberem explorar irão economizar com consultorias e outros serviços aproveitando o que a universidade tem a oferecer. Outras também tem, mas quem está se mexendo agora é a Unesc. Logo as demais devem reagir.
Não é de graça
É óbvio que a inserção mais aguda da Unesc no extremo sul do Estado não se dá apenas por “generosidade” da instituição. Ela vislumbra mais do que a atração de futuros alunos. Existem vários serviços que os municípios podem contratar junto a universidade. Resta a habilidade de negociação dos prefeitos.
Desapega ou morre
As centrais sindicais e por consequência os sindicatos cresceram com base na articulação política dos partidos de esquerda, mais recentemente o PT. Isso é fato. Nasceram e cresceram pela linha partidária de esquerda. Por sus genético esta vinculação pode levar à morte muitos sindicatos. Mais importantes aos trabalhadores do que estes próprios parecem entender, os sindicatos entram numa estrada perigosa. Estão frágeis e alguns moribundos não por que a reforma trabalhista mudou o modelo de contribuição sindical, mas porque os sindicados são pelegos petistas. Os que conseguirem faz só política sindical tem chance de sobreviver.
Ausente
Nesta semana o ex-governador Eduardo Moreira, que um dia antes havia confirmado presença, não compareceu para receber homenagem num evento em Criciúma. É que coincidiu com o dia da operação policial que prende o seu ex-chefe da Casa Civil e o amigo Gean Loureiro.
Partido
Capítulos que prometem ser emocionantes se avizinham no Partido Progressista de Araranguá. Nem a sigla que está no governo há paz que reine para sempre. Daqui até os dias das convenções partidárias, no na quem, fortes emoções.
Golpezinho
A condenação de uma servidora de Balneário Gaivota por “dar baixa” em dívidas de IPTU acendeu a luz para alguns prefeitos que se dizem preocupados. Tem chefe de executivo solicitando uma varredura para ver se não estão sendo vítimas de traição.
Texto: Joâo Paulo Messer