O prefeito de Maracajá, Arlindo Rocha, não tem dúvidas, o município foi vítima do crime de peculato, com o desvio de cargas de seixo rolado, transportadas das margens do Rio Mãe Luzia para uma propriedade particular do ex-diretor de Agricultura, Luiz Martinello, o Neguinho. A declaração foi feita na tribuna da Câmara de Vereadores, nesta terça-feira (10).
A acusação, que é motivo para uma CPI instaurada pela Câmara de Vereadores, na avaliação de Arlindo, “é realmente perseguição política, pois se não fosse um momento de campanha eleitoral o desvio de materiais, o peculato, passaria despercebido, pois todos nós, sem exceção, gostamos do Luiz Martinello”, disse o prefeito.
Arlindo Rocha, frisou que “estive no local onde estão depositadas as pedras, que são características do leito do rio em Maracajá pela presença da poluição causada por rejeitos de carvão, além disso conversei com um dos motoristas que fizeram o transporte e com operadores que trabalhavam na extração das pedras do rio”.
A confirmação mais efetiva, na avaliação do prefeito de Maracajá, no entanto, foram dadas pelo próprio ex-diretor e pelo advogado da coligação em que Neguinho é candidato a vice-prefeito. “Os dois afirmam que a culpa pelo desvio não é dele, mas minha, já que sou o ordenador final da administração municipal”, relatou Rocha.
“Se valesse esta tese deles, confessando que o crime de peculato existiu e me colocando como culpado, nenhum criminoso mais seria preso, bastaria indicar um mandante do delito”, ilustra o prefeito, que informa, ainda, ter conversado com Martinello, sem que ele negasse o desvio dos materiais.
Da tribuna da Câmara de Vereadores, Arlindo exortou o poder legislativo a apurar as denúncias, formalmente. “Chamem e ouçam os motoristas dos caminhões que fizeram o transporte, o empreiteiro contratado, o operador da máquina e o Luiz Martinello, esclarecendo os fatos que são contra o poder executivo”.
A CPI da Câmara de Vereadores, que estava paralisada desde que um proponentes da comissão de investigação e eleito presidente da CPI, o vereador Guilherme Rocha renunciou ao cargo, voltou a ficar completa. Na sessão desta terça-feira, o vereador Roldinei Dassoler da Silva (MDB) atendeu convocação do presidente do legislativo, Geraldo Leandro, se ofereceu para compor o grupo e seu partido passa a ter maioria na CPI. O vereador Valmir Pedro (PSD) é o presidente, Alacide Rocha e Roldinei definirão quem será o relator.