Nomes começam e despontar para 2020
A pouco mais de um ano das eleições municipais do ano que vem, as peças começam a se mover no tabuleiro eleitoral. Em Sombrio as suposições começam a chamar a atenção da mídia e possíveis e eventuais pré-candidatos acabam ocupando cenário de destaque, tanto os que desejam disputar a eleição, quanto os que não têm esse pensamento.
Elogiado por líderes de vários partidos, que vão do MDB ao Progressistas, Jeferson Raupp, o Jé Raupp, é um desses nomes que está figurando nos comentários da imprensa, no âmbito da política local.
Zé Milton, deputado progressista enalteceu a experiência de gestão de Jé Raupp em encontro do partido; Zênio Cardos (MDB), prefeito de Sombrio, destacou a capacidade dele em seu gabinete, durante visita do deputado federal Daniel Freitas (PSL. O próprio deputado Daniel, convidou Jeferson para coordenar o seu mandato na região da Amesc.
Por tudo isso fomos saber o que pensa, quer e planeja Jé Raupp. Ele nos concedeu essa entrevista exclusiva que você acompanha a seguir.
Uaaauu: Você planeja ser pré-candidato a prefeito de Sombrio? E por qual partido?
Jé Raupp: Primeiro preciso destacar que não tenho filiação partidária, não tenho partido, nesse momento. Segundo, que nunca disse que iria ser candidato, nem tenho esse objetivo, no curto prazo. Nem sei quando isso começou. Fui militante do Progressista, que é uma legenda de direita, minha família também foi, mas depois militei no PPS e tenho uma trajetória no serviço público, em função da minha profissão. Sou contador, com especialização na área pública, tenho uma empresa que oferece consultoria para municípios e atuo em diversos deles na região sul do nosso estado. Essa vivência nos faz estar presente no universo da gestão pública, mas isso tem a ver com uma carreira técnica e profissional.
Uaaaauu: Mas você está inserido neste universo. Não vê como natural uma possível candidatura?
Jé Raupp – Primeiro que nesse momento ninguém é candidato. Todos são pré-candidatos e não se trata de desejar, ou não. Tenho dito que sou apaixonado pelo serviço público, porque entendo que é através da boa política que se pode mudar a vida das pessoas para melhor, porém isso também não depende apenas da vontade pessoal de ninguém. O processo é uma construção coletiva e que parte de uma visão ampla em que as discussões devem partir do que se acredita ser importante para a população de determinado município. O que sinto é que nesse momento não penso em uma pré-candidatura.
Uaaauu: E essa ligação com o deputado Daniel Freitas do PSL do presidente Bolsonaro, pode ser um namoro?
Jé Raupp – Eu conheço o Daniel Freitas há muito tempo. Mesmo antes de ele ser vereador em Criciúma é da minha geração e desponta como uma revelação da política estadual. Há poucas semanas ele esteve na região entregando recursos para as prefeituras e naquele momento ele me fez um convite para coordenar o seu mandato aqui na região da Amesc. Em função da minha atuação em várias prefeituras ele fez o convite e eu entendi que era uma oportunidade de trabalhar para ajudar a região e também Sombrio, minha cidade natal. Votei e vejo com bons olhos o trabalho do presidente Bolsonaro e também posso dizer que tenho me surpreendido, positivamente, com o Governador Moisés. Pela coragem e pelo arrojo de tomar medidas que são benéficas para o estado, mesmo que aparentemente duras, mas que tem o espírito da boa política. Porém não há intenção oculta em nada disso. Apenas há essa proximidade e ponto.
Uaaauu: É a segunda vez que você fala de Boa Política, o que é isso? Essa não é uma fala de candidato?
Jé Raupp – Não, longe disso! É apenas o meu entendimento a respeito do contexto atual da política no Brasil. Não penso que haja nova política, ou velha política. Existe a boa e a má política. Eu entendo que a política é a arte de transformar a vida das pessoas para algo melhor. E praticar a boa política nada mais é do que colocar esse princípio à frente da sua linha de ação, enquanto agente público, principalmente, entre os que foram eleitos. Eu trabalho com várias prefeituras e vejo gente de partidos diferentes se esforçando para fazer o melhor por sua comunidade. Erros e acertos há, sempre, mas o espírito é o que precisa ser enaltecido. Não se pode desmerecer esse, ou aquele, por causa da sua cor partidária. Todos merecem ser respeitados porque tentam, cada qual à sua maneira, fazer o melhor.
Uaaauu: Por que você acredita que seu nome tem sido cogitado e lembrado nessa condição de pré-candidato?
Jé Raupp – Ao longo dos últimos anos eu tenho me dedicado e estudado muito sobre gestão pública. Cada vez mais a dinâmica das relações entre os entes da federação é crucial para o bom encaminhamento da administração pública, notadamente no tocante aos municípios. Isso faz com que os profissionais dedicados à gestão pública ocupem posições de evidência, no cenário político, que está intimamente ligado à gestão. Me relaciono bem com as pessoas e com os diversos organismos que integram a sociedade e isso acaba ampliando o conhecimento sobre a gente. Sou um apaixonado pelo serviço público e isso me faz ser dedicado ao que faço. Penso que isso acaba por gerar esse reconhecimento de algumas lideranças. Mas, volto a dizer que não penso ser esse o momento para assumir essa condição.
Uaaauu: As mídias digitais vão ser um instrumento a favor ou um problema para os candidatos nas próximas eleições?
Jé Raupp – Eu não tenho dúvidas que as mídias sociais, a internet é um instrumento de vital importância para a política e o processo político. Imagine você ter que fazer uma comunicação urgente para usuários do sistema de saúde? O que é mais rápido do que uma mensagem direta no celular das pessoas? Mas é preciso que se tenha convicção de que esse instrumento deve ser usado para o bem. Vejo muita Fake News e muita gente usando a rede sociais pra fazer desabafos, ou transmitir informações deturpadas, sem o devido cuidado com o que fala. Brigas e confusões não ajudam nada e nem a ninguém. Bate-bocas e intrigas potencializadas nas redes não ajudam a construir creches, postos de saúde. Não colocam remédio à disposição das pessoas e não elevam o Ideb de nenhuma cidade. É preciso equilíbrio e sensatez, pra que o coletivo possa ser beneficiado.
Foto: José Cruz | Agência Brasil