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Da necessidade de mudança ao empreendedorismo

Thaiane Redivo conta como saiu da empresa em que trabalhava há 14 anos para criar sua própria marca

Durante 14 anos, Thaiane Redivo trabalhou em uma emissora de televisão. Ela atuava nos departamentos comerciais e administrativos, além de ser diretora da programação. Tudo estava bem. Só que, num certo momento, as coisas mudaram. Ela já não se sentia realizada profissionalmente e, então, resolveu se arriscar em um negócio próprio. “Eu sempre quis empreender, já tinha trabalhado com revendas, mas sempre em paralelo ao emprego que eu tinha”, explica.

Tudo começou quando Thaiane resolveu procurar chapéus e cangas personalizadas para comprar. Ao se deparar com a dificuldade de achar produtos de qualidade e em conta, viu um nicho no mercado e resolveu criar sua própria marca, inicialmente em parceria com uma amiga que trabalhava com biquínis.

“Nós fizemos, inicialmente, três amostras: duas cangas para adultos e uma infantil. Então, lançamos a ideia no Instagram e deu certo. Logo de cara já consegui vender vinte a trinta cangas”, lembra. A quantidade de estampas foi aumentando aos pouquinhos e hoje já são 108 tipos diferentes.

No fim do ano a demanda já era maior e, além das cangas, Thaiane fazia travesseiros pequenos e bolsas de praia. “Então eu senti a necessidade de fazer outros produtos personalizados, porque vi que as pessoas gostavam disso. Quando isso aconteceu, eu tive um estalo e foi assim que surgiram as mantinhas personalizadas”, conta.

A primeira arte era de um unicórnio. A mantinha foi comprada pronta e, posteriormente, estampada. Era um presente a uma sobrinha. “Adorei a ideia, mas surgiram empecilhos. Eu queria fazer manta para adultos e crianças, mas não tinha equipamentos para fazer. Desta forma, teria que terceirizar tudo e sairia muito caro. Além disso, as coisas não ficavam do jeito que eu queria”, disse.

Foi neste momento que a empreendedora resolveu comprar a primeira máquina para estampar tecidos. Atualmente, são mais de 15 itens para venda entre eles toalhas de banho e de rosto, mantas, cangas e ponchos, além de uma infinidade de estampas. São aproximadamente 35 vendas por semana.

Necessidade de mudança

Foram 14 anos em uma única empresa. Apesar da estabilidade, Thaiane estava insatisfeita e sentiu a necessidade de deixar sua zona de conforto para uma mudança. “A minha família ficou temerosa. Eu estava largando uma empresa na qual eu já tinha uma estrutura consolidada. Mas eu queria, porque não estava mais me sentido realizada profissionalmente. Não foi e não está sendo fácil”, pontua.

Em um dia ela pediu demissão e no outro já estava abrindo a nova empresa que recebeu o nome de Lótus Personalizados. “Escolhi este nome pelo significado que a flor tem. Acho que a marca passa exatamente o que eu espero. Eu investi e ainda estou investindo na marca, fazendo parceria com empresas”, esclarece.

Produtos exclusivos

Apesar de estampas parecidas, cada produto tem sua particularidade. As diferenças vem nos pequenos detalhes. “O material é focado na vontade do cliente. Ele pode escolher a peça e o tema da arte. Uma peça nunca fica igual a outra. Cada uma tem um toque de delicadeza e um cuidado para que fique exclusivo”, esclarece a irmã e parceira de Thaiane, Daiane Redivo.

“Nossos produtos são diferentes. Tenho 108 modelos de cangas, não porque eu fui criando aleatoriamente, mas porque cada cliente quer uma coisa e eu faço de acordo com o gosto do cliente”, completa Thaiane.

Iniciativa social

Com a fabricação dos produtos, sobram alguns retalhos de mantas e outros tecidos que não podem mais ser usados para venda. Os pedacinhos de tecido, que provavelmente seriam descartados, são costurados uns aos outros de maneira que, além de quentinhos, formem uma nova manta bonita que é doada à caridade. “Nós fazemos as doações para a igreja que eu congrego, a Quadrangular da Sanga da Toca. São mantinhas duplas, com um acabamento muito bom”, conta.

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