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Perdoar é preciso!

Somos o somatório de todas as nossas experiências. E aquilo que não elaboramos, carregamos. Fardos pesados, que dificultam nossa caminhada, nos impossibilitando, viver de forma saudável. Com isso, vivemos aprisionados a essas situações dolorosas que nos aconteceram, nos deixando dominar pelos sentimentos corrosivos do ódio, rancor e vingança. Armazenamos esse lixo mental.  Logo, adoeceremos. Pois o adoecimento do corpo é o reflexo do adoecimento da alma.

Perdoar não é um processo fácil, mas é necessário se assim quisermos nos libertar dessas amarras que nos prendem ao passado, nos angustiando e fazendo sofrer. Não é fácil, porque somos humanos: limitados e limitantes. Mas ser humano é ter que aprender, através das vivências, a se relacionar com os erros e limitações humanas. É a traição do amigo, o abandono da pessoa amada, a ingratidão, a calúnia, o roubo...

Enfim, errar é humano, mas perdoar também é. Não importa o que nos fizeram, importa o que eu escolhi fazer com aquilo que me foi feito. Ficar remoendo aquela situação, relembrando sistematicamente num ciclo nocivo e vicioso, que nenhum benefício produz, é uma escolha. Outra possibilidade, seria elaborar internamente tal vivência, retirando assim os aprendizados necessários. É uma questão de escolha.

Perdoar não é esquecer, nunca esqueceremos o que nos foi feito. Perdoar é poder lembrar do ocorrido, sem que isso nos afete e tire nosso equilíbrio interno. Não é aceitar tudo passivamente. É entender que todo ato tem uma consequência e certamente a pessoa equivocada será responsabilizada pela atitude infeliz. Não cabe a nós, o papel de juízes.

Perdoar é se libertar do passado e, consequentemente, se comprometer com o presente, construindo assim um futuro melhor. Aceitando aquilo que não podemos mudar. Perdoar é amadurecer psicologicamente, é perceber que somos falíveis e imperfeitos, assim como o outro também é. Nos conectando dessa maneira com nossa própria vulnerabilidade. O perdão genuíno é um caminho psicológico para reparar o sofrimento, o dano causado, as emoções negativas, e encontrar aos poucos a paz interior.

Portanto perdoar não é sinônimo de fraqueza. Muito pelo contrário, é um atributo dos fortes. É sinônimo de sabedoria e força. Nos coloca ativamente e conscientemente no comando da nossa existência. Nos tornando assim responsáveis pela nossa própria felicidade, em vez de deixar que outras pessoas, pelas suas atitudes, determinem nosso estado de espírito.

Tudo depende dessa escolha: individual, fundamental e intrasferível. Perdoar e se libertar ou continuar aprisionado a dor, revivendo o sofrimento. Nossa saúde física, psíquica e espiritual depende dessa escolha. Por isso, perdoar é preciso.

Só se perdoa o imperdoável, pois o perdoável já está perdoado. Jacques Derrida

Psicólogo Juliano G. Cechinel

Rua Hildebrando Pessi 12, Cidade Alta, Araranguá/SC

Av. Taquara 183, sala 501, Petrópolis, Porto Alegre/RS

Foto: rawpixel.com | br.freepik.com

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