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O que é fibromialgia?

É uma condição dolorosa, generalizada e crônica que engloba uma série de manifestações clínicas como dor, cansaço, indisposição e distúrbios do sono. No passado, pessoas que apresentavam dor generalizada e uma série de queixas mal definidas não eram levadas muito a sério. Os sintomas eram atribuídos aos problemas emocionais.

Atualmente sabe-se que a fibromialgia é uma forma de reumatismo em que há uma alteração da sensibilidade do indivíduo à dor. O termo reumatismo pode ser justificado pelo fato de a fibromialgia envolver músculos, tendões e ligamentos, o que não quer dizer que acarrete deformidade física ou outros tipos de sequelas. No entanto, a fibromialgia prejudica a qualidade de vida, o relacionamento social/pessoal e o desempenho profissional.

Os sintomas da fibromialgia podem começar espontaneamente ou após alguma alteração no organismo, como por exemplo, doenças graves, traumas emocionais ou físicos e mudanças hormonais. Assim sendo, uma infecção, um episódio de gripe ou um acidente de carro podem estimular o aparecimento dessa síndrome. Por outro lado, os sintomas de fibromialgia podem provocar alterações no humor e a diminuição da atividade física.

ESSA DOENÇA É COMUM?

A fibromialgia é mais frequente no sexo feminino, que corresponde a 80% dos casos. Em média, a idade do seu início varia entre 29 e 37 anos, sendo a idade de seu diagnóstico entre 34 e 57 anos. Os sintomas de dor, cansaço e distúrbios do sono tendem a instalar-se lentamente na vida adulta.

O QUE A PESSOA QUE TEM FIBROMIALGIA SENTE?

A dor muscular é uma manifestação muito frequente na fibromialgia, ela pode estar espalhada pelo corpo ou acontecer somente algumas regiões, como pescoço e os ombros, e então se propaga para outras áreas do corpo. A pessoa descreve sua sensação de dor das mais diferentes formas: desde um leve incômodo até uma condição incapacitante. Por vezes relata ardência, dor em pontada, rigidez, câimbras. Essas manifestações variam de acordo com o horário do dia, intensidade dos esforços físicos realizados, condições climáticas, aspectos emocionais e podem estar ligados ao padrão do sono. Apesar de a fibromialgia ser uma dor que pode impedir a pessoa de exercer suas atividades normais, os ossos e as articulações não sofrem deformidades.A presença dos pontos dolorosos é um achado frequente ao exame físico.

O PACIENTE SENTE SÓ DOR?

Além de dor, 50% dos pacientes têm outros sintomas. Um dos mais frequentes é a sensação de cansaço o dia inteiro (síndrome de Fadiga Crônica), além disso, mais de 90% têm dificuldade para dormir, despertam várias vezes durante a noite e não chegam a atingir um sono profundo (sono reparador). A pessoa acorda de manhã cedo com sensação de que dormiu mal e não descansou durante a noite, passando o dia com sensação de sonolência e dificuldade de concentração.É comum que esses problemas gerem alterações de humor, que podem resultar em ansiedade e/ou depressão. Mais de 15% das pessoas com fibromialgia se queixam de dificuldade para se concentrar, executar tarefas comuns e perda de memória.

COMO SE DIAGNOSTICA A FIBROMIALGIA?

Não há exames laboratoriais que determinem se uma pessoa tem fibromialgia ou não. O diagnóstico se baseia nas queixas de dor generalizada por período maior que 3 meses, associada à dor quando o médico pressiona os pontos padronizados. Isso não significa que a dor esteja presente só nesses pontos, muitos outros pontos podem estar presentes. Na maioria das vezes a pessoa não cosegue localizar exatamente onde dói. Quando há suspeita de fibromialgia, o médico pode pedir exames de laboratório ou de imagem Para descartar outras doenças que têm sintomas parecidos. Portanto, o mais importante para o diagnóstico são a história e o exame físico cuidadosos.

A FIBROMIALGIA PASSA DE PAI/MÃE PARA FILHO?

Familiares de pacientes têm 8 vezes mais chances de desenvolver fibromialgia, porém isso não significa que se alguém da família tiver fibromialgia os filhos terão com certeza.

EXISTE TRATAMENTO?

Há medicamentos que podem ajudar no controle da dor e distúrbios do sono, porém só o uso deles não é suficiente. A adoção de hábitos saudáveis, prática de exercícios físicos para alongamento e fortalecimento muscular, relaxamento para prevenir espasmos musculares e atitudes para redução do estresse são fundamentais.

Pacientes com fibromialgia demonstraram sensibilidade central a dor, pacientes com fibromialgia têm limiares mais baixos de ativação nas regiões do cérebro que processam a dor, com uma pressão de estímulo relativamente baixa que produz um alto nível de dor.

Dr.Sérgio Augusto Daminelli

Reumatologista CRM 2634

Fonte: Top Saúde

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